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  Recentemente resolvi não mais tocar Flauta.

  Negociei a Gemeinhardt M2 e em seguida_ já ciente que não poderia ficar sem Flauta_ comprei um instrumento Japonês até então desconhecido para mim. A Flauta Transversal Nikkan FL-23 de excelente construção e timbre incomparável. Presumo ser um modelo estudantil, porém com um conceito de instrumento intermediário avançado. Facílima na região aguda, muito constante na afinação. É para mim, a Flauta ideal para Saxofonista. Facilitou muito a minha vida. Ganhei com ela muito mais volume, um som timbrado e o prazer de poder me expressar como Saxoflautista.

  Sempre tive vontade de tocar gaita cromática, ainda mais quando ouvi o Milton Guedes no DVD do Roupa Nova. Comprei muito baratinho uma Hohner 64 vozes (tinha pelo menos as 4 notas mais graves, comprometidas). Comecei a entender o instrumento sozinho. Mas não fui muito longe a achava grande demais, me atrapalhava um pouco. Até que resolvi vendê-la.

 

 

 

  Insistente e persistente adquiri novamente uma gaita; um pouco menor, 48 vozes e de qualidade sonora incontestável. Bem afinada, timbra, com excelente projeção e resposta imediata. É bem verdade, pego pouquíssimo nela, mas não desisti de tocá-la um dia, instrumento eu já tenho.

  Comecei a tocar flauta para cumprir a exigência do programa didático na ULM em São Paulo, no primeiro semestre de 2006. No início usei instrumentos emprestados; toda semana uma flauta diferente_ difícil perceber as benêfices dos estudos com toda essa inconstância_ até que consegui adquirir uma Yamaha YFL 24S, linha de nomenclatura antiga vendida nos Estados Unidos; e no Brasil ocorriam em sua maioria usadas.

Yamaha YFL 221

  A 24S resolvia bem minha vida de flautista iniciante, mas eu não poderia deixar passar a chance de adquirir uma flauta Yamaha (marca de referência, ícone do mercado nacional e o sonho de consumo para muitos) novinha, por muito menos do que ela valeria em qualquer loja. “Fiz uma correria”. Vendi a 24S de um dia para o outro e consegui comprar a 221. Satisfez minha poucas exigências de “flautista”.

Armstrong 104

  Apareceu pra mim numa ótima condição de preço e forma pagamento. Usei-a por um tempo. Mas o intuito era realmente vendê-la; e foi o que fiz. Meio balançado, confesso!

  Comprei-a de um sujeito que largou a música para estudar culinária. Na época eu ainda tinha Yamaha 221 e a Armstrong 104. Ficou difícil escolher; até que vendi a Yamaha. Entre a Armstrong e a Gemeinhardt tive bastante dúvida (os sons tinham qualidades, porém bem diferentes), mas isso foi quando troquei minha M2_ de excelente aspecto_ por outra de mesmo modelo, muito mais velhinha é verdade, e também mal tratada, mas sua leveza e intensidade, sua sonoridade rica e envolvente me conquistaram definitivamente. Até incursionei por algumas gravações que vocês poderão ouvir no disco Relicário da Banda Católica Século I, gravado pela G5 Produções.

  Sempre gritei aos quatro ventos que eu não gostava de Sax Tenor. Na verdade eu não gostava era do meu som de tenorista. Outra frase recorrente minha para tentar justificar esta falta de afinidade, era “O tenor é quem escolhe o músico e definitivamente ele não me escolheu”. Enfim, tocando Sax Alto desde 1989 eu não tinha a menor intimidade com o Tenor. Tive a oportunidade de soprar, ouvir e sentir a mecânica de muitos tenores: do Buescher True-Tone, King Cleveland, Yamaha 23, 275, 62, Selmer Mark VI, Mark VII, Super Action 80 II, Super Balanced Action ao Weril Supremo. Mas nenhum teve o poder de persuasão de Sax Tenor B&S Blue Label. Soprar apenas uma vez foi o suficiente para definir a compra. De marca desconhecida por muitos no Brasil (para não dizer completamente ignorada); comprei-o pelo que ele fala, pelo seu som. E tem também sua função ergonômica bem trabalhada.

  Instrumento feito à mão na Alemanha a partir de 1975. Foram produzidas duas séries, uma Vermelha e outra em menor quantidade Azul: denominadas “Red Label” e “Blue Label”. Seu metal é bastante dúctil, extremamente ressistente à intempéries e muito brilhante; liga tríplice metálica chamada Prata-Alemã. A pouca literatura encontrada sobre ele relata a hábil intenção do Artesão e a opinião consensual de que suas características sonoras são realmente muito semelhantes às encontradas no modelo Mk Vi da Selmer.

 

 

 

 

  Comecei a tocar  absolutamente por acaso, quando o regente do Grêmio Lítero Musical Bom-jardinense de Bom Jardim – PE, aonde eu tocava Requinta já a 1 ano e meio, ofereceu-me um saxofone na noite de 31 de Maio de 1989. Nunca houvera esboçado interesse algum pelo sax, embora fosse comum entre os aprendizes o grande desejo por este instrumento.

Do meu primeiro sax lembro apenas que já era bastante velhinho e pertencia ao Grêmio; mas o meu primeiro de verdade foi um Weril Master, novinho; o “TOP” da época, isso em Novembro de 1990.

Custou 95.000,00 (não lembro a moeda) e foi comprado na Bugobot na Vila Mariana, São Paulo. De corpo laqueado com chaves niqueladas… Incrível. Esperei-o ansiosamente por longos 12 meses (foi mais agonizante do que qualquer mulher grávida poderia supor) quase um parto. Passei com este instrumento aproximadamente 17 anos. Com ele foi músico na bandinha (de coreto) de minha cidade natal, músico das Orquestras de Frevo (muitas orquestras) por 15 carnavais consecutivos,  com ele fui solista, professor… Sócio e co-administrador de uma Orquestra com oito músicos, Orquestra Octeto; inicialmente, Octeto Custódio Cabral (Orquestra de Baile), trabalhamos exaustivamente até construirmos uma casa. E depois de algumas reformas no sax (ele precisou de inúmeras) o meu Weril Master ficou assim:

 

 

  Com novas molas, novo sapatilhamento (com ressonadores de metal) e depois de desplacado e envelhecido, proporcionou-me a compra de um dos melhores saxofones do mundo.

  No primeiro semestre de 2007 encontrei dentro de seu estojo original, debaixo de um praticável, guardado ali a pelo menos 4 anos e sem uso a muito mais tempo, um Alto Conn. Desconhecia o modelo, mas seu som e afinação eram surpreendentes, além de ser extremamente silencioso. Descobri após muita pesquisa tratar-se de um sax de 1932, “serial number #245.XXX” (hoje com 76 anos), eu tinha nas mãos um Conn Transitional Silver Plated. Instrumento que representa a passagem do Conn New Wonder mais conhecido como Chu Berry para o Conn Necked Lady, o popular Lady Face, todos 6M. Traz acessórios como chave de registro por baixo do todel, a dedeira de metal ajustável e extremamente confortável, controle de afinação no todel (mecanismo micro-afinador), soquete duplo de encaixe do todel, ressonador no Fá (RH), campana com gravuras manuais, feito com a liga metálica tríplice prata alemã, com acabamento jateado e detalhes lisos. Seu som é envolvente e penetrante; é autenticamente um saxofone vintage. 

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